| Senhor Maravilhoso
Foi uma gestação longa, adiada, interrompida...
Tive meu primeiro contato com o palhaço com nosso
mestre João Lima, em 2002, nos ensaios preparativos
para a estréia do espetáculo “Maria
Minhoca”. Quando estava gostando da coisa, tive
que abandoná-lo, pelo menos temporariamente,
por motivos profissionais.
Somente cinco anos mais tarde, em 2007, ao retornar
para a Cia Cuca de Teatro, meu palhaço ressurgiu.
Foi Alexandre Casali, um profissional e pessoa iluminada,
que conseguiu me mostrar que dentro desse casulo, dentro
dessa pessoa racional e meticulosa, existia o Senhor
Maravilhoso. Um ser capaz de chocar minha racionalidade,
travando uma briga interna sem precedentes, mas que
só eu, no meu todo, sou capaz de perceber os
ganhos com a sua descoberta. Seja bem vindo Senhor Maravilhoso!
Sou muito brincalhão, mas o fazer teatro para
mim é coisa séria. Estou me redescobrindo
com a pesquisa do meu palhaço, buscando aprender
a ser criança de novo, resgatando a inocência
e libertando a alma das amarras que no dia a dia nos
prende.
Ator
Natural de Feira de Santana, Bahia, e formado em Letras
Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira
de Santana (UEFS), Jailton conheceu o teatro um pouco
tardiamente e meio que por acaso, ao procurar o Centro
Universitário de Cultura e Arte (CUCA) em 1995
para se inscrever nas aulas de violão. O adeus
ao violão não demorou. Bastou que Jailton
ingressasse como aluno ouvinte no curso livre de teatro
do CUCA e, paralelamente, frequentasse a oficina de
teatro para adultos. De cara foi convidado por Geovane
Mascarenhas a participar do espetáculo “Efeito:
uma causa no passado”, vencedor do VIII Festival
de Inverno da Bahia. Esse foi o início de muitos
outros trabalhos.
Convidado a fazer parte da Cia Cuca de Teatro, em 1999,
para atuar no espetáculo “A flauta de Pã”,
Jailton só se integrou à trupe no ano
seguinte. Após um breve afastamento dos palcos
por outros motivos profissionais, o ator estreou no
grupo na pele de Zeca Grude, na montagem “Só
depende de Nós”. Em 2001, Jailton era o
protagonista da primeira versão da peça
A Flauta de Pã. Seu jeito organizado e responsável,
aliado ao aprendizado mais recente de procurar não
ser tão exigente consigo mesmo e com o outro,
o tornaram um verdadeiro exemplo para o grupo.
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